{"id":3075,"date":"2017-01-24T15:11:28","date_gmt":"2017-01-24T18:11:28","guid":{"rendered":"http:\/\/cenib.com.br\/s\/?p=3075"},"modified":"2017-01-24T15:11:28","modified_gmt":"2017-01-24T18:11:28","slug":"avaliacao-das-mamas-com-metodos-de-imagem-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cenib.com.br\/site\/avaliacao-das-mamas-com-metodos-de-imagem-2\/","title":{"rendered":"Avalia\u00e7\u00e3o das mamas com m\u00e9todos de imagem"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: CHALA, L. F.; BARROS, N..\u00a0Avalia\u00e7\u00e3o das mamas com m\u00e9todos de imagem.\u00a0Radiol Bras\u00a0vol.40\u00a0no.1\u00a0S\u00e3o Paulo\u00a0Jan.\/Feb.\u00a02007<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone \" src=\"http:\/\/vivomaissaudavel.com.br\/static\/media\/upload\/2014\/07\/10\/mamografia-3d.jpg\" width=\"472\" height=\"320\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">A mamografia, a ultra-sonografia e a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica desempenham papel central na detec\u00e7\u00e3o, no diagn\u00f3stico e na conduta das doen\u00e7as mam\u00e1rias. Al\u00e9m delas, outras tecnologias t\u00eam sido estudadas nas mamas, tais como a tomografia por emiss\u00e3o de p\u00f3sitrons (PET), a espectroscopia, a tomografia computadorizada, a tomoss\u00edntese e a ultra-sonografia com contraste; o custo-benef\u00edcio destas novas tecnologias, entretanto, necessita de mais estudos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">A mamografia continua a ser a mais importante t\u00e9cnica de imagem para as mamas. Trata-se do m\u00e9todo de escolha para o rastreamento populacional do c\u00e2ncer de mama em mulheres assintom\u00e1ticas e \u00e9 a primeira t\u00e9cnica de imagem indicada para avaliar a maioria das altera\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas mam\u00e1rias. H\u00e1 uma ampla concord\u00e2ncia de que o rastreamento mamogr\u00e1fico reduz a mortalidade pelo c\u00e2ncer de mama em mulheres assintom\u00e1ticas. Outros benef\u00edcios da detec\u00e7\u00e3o precoce incluem o aumento das op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas, da probabilidade de sucesso do tratamento e da sobrevida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Atualmente existem dois tipos de forma\u00e7\u00e3o de imagem nos equipamentos mamogr\u00e1ficos. A primeira gera\u00e7\u00e3o \u00e9 formada pelo conjunto filme-<i>\u00e9cran<\/i> e caracteriza a mamografia convencional, e a segunda gera\u00e7\u00e3o \u00e9 representada pelos receptores digitais e define a mamografia digital. O modo de obten\u00e7\u00e3o da imagem mamogr\u00e1fica (receptor digital <i>versus<\/i> filme) determina a maioria das diferen\u00e7as entre a mamografia convencional e a digital. Na mamografia convencional, o filme representa o meio de aquisi\u00e7\u00e3o, de exposi\u00e7\u00e3o e de armazenamento da imagem mamogr\u00e1fica, e apesar de gerar imagens com alta resolu\u00e7\u00e3o espacial e contraste, h\u00e1 pouca margem para melhorias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Na mamografia digital, os processos de aquisi\u00e7\u00e3o, exposi\u00e7\u00e3o e armazenamento s\u00e3o separados e podem ser aperfei\u00e7oados individualmente; al\u00e9m disto, a an\u00e1lise das imagens mamogr\u00e1ficas digitais em esta\u00e7\u00f5es de trabalho com monitores da alta resolu\u00e7\u00e3o permite uma s\u00e9rie de processamentos que podem melhorar o contraste das imagens. A mamografia digital tamb\u00e9m facilita a incorpora\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de novas tecnologias como o CAD (<i>computer aided detection<\/i>), a tomoss\u00edntese, o uso de contraste intravenoso e a interpreta\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia do exame (telerradiologia).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Recentemente, Pisano et al.\u00a0compararam a mamografia convencional com a digital em 42.760 mulheres e conclu\u00edram que a acur\u00e1cia geral da mamografia convencional e da digital no rastreamento do c\u00e2ncer de mama foi similar. Por\u00e9m, a mamografia digital mostrou acur\u00e1cia maior em alguns subgrupos espec\u00edficos de mulheres, a saber: mulheres com menos de 50 anos, mulheres com mamas radiologicamente densas e mulheres na pr\u00e9-menopausa ou perimenopausa. Todavia, h\u00e1 muito debate a respeito do significado e das raz\u00f5es da maior acur\u00e1cia da mamografia digital neste subgrupo de mulheres. Deve-se ressaltar que, no presente momento, tanto a mamografia convencional quanto a digital podem ser empregadas para o rastreamento populacional do c\u00e2ncer. N\u00e3o h\u00e1 nenhum consenso em rela\u00e7\u00e3o a um uso preferencial da mamografia digital ou convencional, mesmo em subgrupos espec\u00edficos de mulheres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">A capacidade da mamografia em detectar o c\u00e2ncer de mama varia entre as mulheres de acordo com alguns fatores e o mais importante deles \u00e9 a densidade radiol\u00f3gica da mama; a sensibilidade da mamografia \u00e9 menor nas mamas densas do que naquelas com predom\u00ednio de tecido adiposo. Por esta raz\u00e3o, m\u00e9todos de imagem suplementares para rastrear e avaliar mamas densas t\u00eam sido investigados e incluem, principalmente, a ultra-sonografia e a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">A ultra-sonografia \u00e9 o principal m\u00e9todo adjunto da mamografia e do exame f\u00edsico na detec\u00e7\u00e3o e no diagn\u00f3stico das doen\u00e7as mam\u00e1rias\u00a0e seu uso na pr\u00e1tica cl\u00ednica vem crescendo ao longo dos anos. As principais indica\u00e7\u00f5es e potenciais indica\u00e7\u00f5es da ultra-sonografia nas mamas s\u00e3o: diferenciar e caracterizar n\u00f3dulos s\u00f3lidos e cistos identificados pela mamografia ou pelo exame cl\u00ednico; orientar procedimentos intervencionistas na mama; avaliar pacientes jovens, gestantes ou lactantes com altera\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas na mama; pesquisar abscessos nas mastites; avaliar n\u00f3dulos palp\u00e1veis em mamas radiologicamente densas; analisar implantes mam\u00e1rios; estadiar, locorregionalmente, o c\u00e2ncer de mama; caracterizar assimetrias focais que podem corresponder a n\u00f3dulos; avaliar a resposta \u00e0 quimioterapia neo-adjuvante; suplementar a mamografia no rastreamento do c\u00e2ncer de mama em mulheres com mamas radiologicamente densas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Uma indica\u00e7\u00e3o muito debatida da ultra-sonografia \u00e9 seu uso como m\u00e9todo suplementar da mamografia no rastreamento do c\u00e2ncer de mama em mulheres com mamas radiologicamente densas, visando detectar les\u00f5es ocultas no exame f\u00edsico e na mamografia. No entanto, caso seja indicada, ela n\u00e3o deve ser utilizada como alternativa a mamografia, devido \u00e0s suas limita\u00e7\u00f5es na detec\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o de calcifica\u00e7\u00f5es, distor\u00e7\u00f5es arquiteturais e n\u00f3dulos localizados em \u00e1reas nas quais predominem tecido adiposo. A limita\u00e7\u00e3o da ultra-sonografia para detectar microcalcifica\u00e7\u00f5es \u00e9 particularmente importante, pois esta \u00e9 a forma de apresenta\u00e7\u00e3o mais comum dos carcinomas ductais <i>in situ<\/i>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">A resson\u00e2ncia magn\u00e9tica das mamas tamb\u00e9m est\u00e1 sendo cada vez mais utilizada como m\u00e9todo adjunto da mamografia e da ultra-sonografia na detec\u00e7\u00e3o, na caracteriza\u00e7\u00e3o e no planejamento terap\u00eautico do c\u00e2ncer de mama. Muitas indica\u00e7\u00f5es t\u00eam sido identificadas e avaliadas e, em geral, elas baseiam-se principalmente na sua elevada sensibilidade para a detec\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de mama, inclusive de les\u00f5es ocultas no exame f\u00edsico e nos m\u00e9todos convencionais (mamografia e ultra-sonografia). A resson\u00e2ncia magn\u00e9tica das mamas tem sido investigada no rastreamento de mulheres com alto risco para o c\u00e2ncer de mama; no rastreamento da mama contralateral em mulheres com diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama para pesquisa de neoplasias sincr\u00f4nicas; na procura da les\u00e3o prim\u00e1ria oculta em pacientes com met\u00e1stases axilares; na caracteriza\u00e7\u00e3o de achados duvidosos na mamografia ou na ultra-sonografia; para determinar a extens\u00e3o local do c\u00e2ncer de mama; para verificar a presen\u00e7a e a extens\u00e3o de doen\u00e7a residual, especialmente quando margem cir\u00fargica \u00e9 positiva no exame histol\u00f3gico; para avaliar a resposta \u00e0 quimioterapia neo-adjuvante; na diferencia\u00e7\u00e3o entre cicatriz cir\u00fargica e recorr\u00eancia tumoral nas pacientes previamente tratadas por c\u00e2ncer de mama; na avalia\u00e7\u00e3o da integridade dos implantes mam\u00e1rios. A resson\u00e2ncia magn\u00e9tica n\u00e3o deve ser empregada como crit\u00e9rio para se indicar ou n\u00e3o a investiga\u00e7\u00e3o histol\u00f3gica de les\u00f5es suspeitas por crit\u00e9rios cl\u00ednicos, mamogr\u00e1ficos ou ultra-sonogr\u00e1ficos. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 estudos que forne\u00e7am base cient\u00edfica para o seu uso no rastreamento do c\u00e2ncer de mama em mulheres que n\u00e3o possuem alto risco para a doen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Ap\u00f3s a detec\u00e7\u00e3o de uma altera\u00e7\u00e3o em qualquer m\u00e9todo de imagem \u00e9 necess\u00e1ria a sua caracteriza\u00e7\u00e3o para estabelecer se ela representa uma altera\u00e7\u00e3o benigna ou uma les\u00e3o potencialmente maligna. A probabilidade de malignidade de uma altera\u00e7\u00e3o \u00e9 determinada principalmente pela avalia\u00e7\u00e3o de suas caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas e evolutivas (redu\u00e7\u00e3o, estabilidade ou crescimento ao longo do tempo). A utilidade pr\u00e1tica da mamografia, da ultra-sonografia e da resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nas mamas muitas vezes \u00e9 limitada pela especificidade relativamente baixa destes exames que implica em bi\u00f3psias ou seguimentos precoces. Isto decorre da conhecida sobreposi\u00e7\u00e3o de achados entre as les\u00f5es benignas e malignas nos m\u00e9todos de imagem, mas tamb\u00e9m se relaciona \u00e0 padroniza\u00e7\u00e3o e ao entendimento do valor preditivo de cada crit\u00e9rio utilizado para a interpreta\u00e7\u00e3o dos achados nestes exames.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Dois artigos publicados nesta edi\u00e7\u00e3o da <b>Radiologia Brasileira<\/b> endere\u00e7am os crit\u00e9rios de interpreta\u00e7\u00e3o na caracteriza\u00e7\u00e3o das les\u00f5es mam\u00e1rias. Um avalia a capacidade preditiva para malignidade das categorias 3, 4 (A, B e C) e 5 do BI-RADS\u00a0em les\u00f5es n\u00e3o-palp\u00e1veis da mama. O BI-RADS, ao padronizar a defini\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios empregados para caracterizar as les\u00f5es na mamografia, na ultra-sonografia e na resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, contribuiu para facilitar a compara\u00e7\u00e3o entre os diferentes estudos e, por conseguinte, o entendimento deles. Al\u00e9m disto, ele estabeleceu categorias de avalia\u00e7\u00e3o final que s\u00e3o utilizadas para classificar os n\u00f3dulos de acordo com sua probabilidade de malignidade, facilitando a conduta subseq\u00fcente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">A categoria 0 \u00e9 utilizada quando a caracteriza\u00e7\u00e3o da altera\u00e7\u00e3o est\u00e1 incompleta, sendo necess\u00e1ria avalia\u00e7\u00e3o adicional. As categorias 1 e 2 indicam que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia mamogr\u00e1fica sugestiva de malignidade. A categoria 3 indica a presen\u00e7a de achados provavelmente benignos (menos de 2% de chance de malignidade), para os quais a conduta preferencial \u00e9 o controle precoce. A categoria 4 refere-se a uma anormalidade suspeita para a qual a bi\u00f3psia deveria ser considerada e pode ser subdividida em A, B e C. A categoria 4A deve ser utilizada para achados que necessitam de interven\u00e7\u00e3o, mas com baixa suspei\u00e7\u00e3o de malignidade; histologia maligna n\u00e3o \u00e9 esperada e o seguimento em seis meses ou de rotina ap\u00f3s a bi\u00f3psia ou citologia benigna \u00e9 adequado. A categoria 4B inclui les\u00f5es com suspei\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria para malignidade; os achados nesta categoria requerem criteriosa correla\u00e7\u00e3o an\u00e1tomo-radiol\u00f3gica e o seguimento de resultados benignos na bi\u00f3psia destas les\u00f5es depende desta correla\u00e7\u00e3o. A categoria 4C inclui achados com moderada suspei\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o cl\u00e1ssicos, como na categoria 5, para malignidade. A categoria 5 \u00e9 reservada para achados altamente sugestivos de malignidade e a categoria 6 \u00e9 utilizada quando j\u00e1 h\u00e1 uma bi\u00f3psia indicando que a les\u00e3o se trata de um c\u00e2ncer. N\u00e3o h\u00e1 muitos estudos que permitam definir com clareza quais les\u00f5es est\u00e3o nas subcategorias 4A, 4B e 4C e qual o valor preditivo positivo delas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">O outro artigo verifica a capacidade preditiva das caracter\u00edsticas ultra-sonogr\u00e1ficas dos n\u00f3dulos mam\u00e1rios. Atualmente sabe-se que uma s\u00e9rie de caracter\u00edsticas est\u00e1 associada a um maior risco de malignidade, tais como: margem n\u00e3o-circunscrita, forma irregular, ecogenicidade complexa, sombra ac\u00fastica posterior, orienta\u00e7\u00e3o n\u00e3o-paralela, halo ecog\u00eanico e altera\u00e7\u00f5es nos tecidos adjacentes. A identifica\u00e7\u00e3o de n\u00f3dulos provavelmente benignos na ultra-sonografia, candidatos a um controle precoce, requer a exclus\u00e3o de qualquer sinal de malignidade e a presen\u00e7a de uma associa\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios de benignidade. Isto implica em an\u00e1lise ultra-sonogr\u00e1fica criteriosa e a identifica\u00e7\u00e3o de qualquer sinal sugestivo de malignidade indica a bi\u00f3psia. N\u00e3o se deve deixar de realizar uma bi\u00f3psia de um n\u00f3dulo s\u00f3lido na ultra-sonografia com base em apenas uma caracter\u00edstica benigna, por exemplo, margens circunscritas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">O consenso em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00f3dulos s\u00f3lidos que podem ser classificados como provavelmente benignos na ultra-sonografia est\u00e1 sendo constru\u00eddo. Stavros et al.\u00a0demonstraram que n\u00f3dulos sem sinais de malignidade e que tinham forma elips\u00f3ide e pseudoc\u00e1psula, ou a presen\u00e7a de duas ou tr\u00eas lobula\u00e7\u00f5es e pseudoc\u00e1psula ou possu\u00edam intensa hiperecogenicidade homog\u00eanea associaram-se a um valor preditivo negativo para malignidade de 99,5%; a sensibilidade foi de 98,4%. Chala et al.\u00a0relataram que n\u00f3dulos redondos, ovais ou lobulados com menos de tr\u00eas lobula\u00e7\u00f5es que apresentavam margens circunscritas, orienta\u00e7\u00e3o paralela e aus\u00eancia de acentuada hipoecogenicidade, sombra ac\u00fastica posterior, calcifica\u00e7\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es no tecido adjacente, independentemente da ecotextura e da presen\u00e7a da pseudoc\u00e1psula, apresentaram sensibilidade e valor preditivo negativo para c\u00e2ncer, respectivamente, de 98,1% e 99%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Avan\u00e7os no entendimento do valor preditivo dos diversos crit\u00e9rios, isolados ou combinados, utilizados na caracteriza\u00e7\u00e3o das les\u00f5es mam\u00e1rias detectadas nos diferentes m\u00e9todos de imagem s\u00e3o um passo importante para reduzir o n\u00famero de bi\u00f3psias com resultados benignos. Entretanto, deve-se ressaltar que as t\u00e9cnicas de imagem n\u00e3o s\u00e3o t\u00e9cnicas de diagn\u00f3stico histol\u00f3gico. Assim, a bi\u00f3psia para investiga\u00e7\u00e3o histol\u00f3gica continuar\u00e1 a ser necess\u00e1ria para muitas les\u00f5es mam\u00e1rias e, a maioria delas, felizmente, ser\u00e1 benigna.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: CHALA, L. F.; BARROS, N..\u00a0Avalia\u00e7\u00e3o das mamas com m\u00e9todos de imagem.\u00a0Radiol Bras\u00a0vol.40\u00a0no.1\u00a0S\u00e3o Paulo\u00a0Jan.\/Feb.\u00a02007 &nbsp; A mamografia, a ultra-sonografia e a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica desempenham papel central na detec\u00e7\u00e3o, no diagn\u00f3stico e na conduta das doen\u00e7as mam\u00e1rias. 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