{"id":2960,"date":"2017-01-04T14:23:08","date_gmt":"2017-01-04T17:23:08","guid":{"rendered":"http:\/\/cenib.com.br\/s\/?p=2960"},"modified":"2017-01-04T14:23:08","modified_gmt":"2017-01-04T17:23:08","slug":"terminologia-para-a-descricao-de-tomografia-computadorizada-do-torax","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cenib.com.br\/site\/terminologia-para-a-descricao-de-tomografia-computadorizada-do-torax\/","title":{"rendered":"Terminologia Para A Descri\u00e7\u00e3o De Tomografia Computadorizada Do T\u00f3rax"},"content":{"rendered":"<p>Fonte:\u00a0Jasinovodolinsky, D. et alii. <em>Terminologia Para A Descri\u00e7\u00e3o De Tomografia Computadorizada Do T\u00f3rax<\/em>. Radiol Bras\u00a0vol.35\u00a0no.2\u00a0S\u00e3o Paulo\u00a0Mar.\u00a02002.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium alignleft\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-5_YXU8HhpYA\/ViBNvBxLedI\/AAAAAAAAfR0\/YP1VGnJmQlE\/s1600\/74dbb728d27d5b29200bd581f4e579b6.jpeg\" width=\"1505\" height=\"1200\" \/><\/p>\n<p><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Uma das grandes preocupa\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia sempre foi estabelecer uma linguagem universal, a fim de facilitar a comunica\u00e7\u00e3o entre pessoas de diferentes nacionalidades e culturas. Isto permite, entre outras coisas, a compara\u00e7\u00e3o de resultados de trabalhos cient\u00edficos e a troca de informa\u00e7\u00f5es sobre um determinado assunto.<\/p>\n<p>No Brasil, de propor\u00e7\u00f5es continentais, com uma cultura rica e variada, h\u00e1 a necessidade de se estabelecer um consenso de terminologia para se descrever os exames de imagem.<\/p>\n<p>Especialmente em rela\u00e7\u00e3o aos exames de imagem, isto n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil, pois na forma\u00e7\u00e3o do radiologista em geral n\u00e3o h\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o de saber como se deve descrever uma les\u00e3o pulmonar. Esta situa\u00e7\u00e3o se deve a v\u00e1rios fatores, como existir uma literatura muito variada, aprender &#8220;ouvindo&#8221; os radiologistas mais experientes, existir v\u00edcios de linguagem, que foram passados de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, as pr\u00f3prias caracter\u00edsticas regionais, que influenciam no linguajar m\u00e9dico, e o uso indiscriminado de termos em ingl\u00eas, sem uma real preocupa\u00e7\u00e3o com a sua adequada tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ao se fazer um relat\u00f3rio, este passa a ser um documento, que ser\u00e1 lido, no m\u00ednimo, por outro m\u00e9dico, que muitas vezes n\u00e3o entende o que est\u00e1 escrito, acarretando conseq\u00fc\u00eancias ruins para todos os envolvidos neste processo, especialmente para a figura central do processo, o paciente.<\/p>\n<p>Foi com essa preocupa\u00e7\u00e3o que o Grupo de T\u00f3rax do Col\u00e9gio Brasileiro de Radiologia, em conjunto com a Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, resolveram fazer uma primeira proposta para um consenso brasileiro de terminologia em t\u00f3rax, com base em consensos internacionais j\u00e1 existentes. Nesta primeira fase, \u00e9 abordada a terminologia usada para os exames de tomografia computadorizada de alta resolu\u00e7\u00e3o do t\u00f3rax.<\/p>\n<p>\u00c9 muito importante que todos participem com sugest\u00f5es e cr\u00edticas, para que num futuro pr\u00f3ximo possamos estabelecer um consenso que seja referendado por todas as sociedades representantes afins, as escolas m\u00e9dicas, os congressos, as universidades, as resid\u00eancias m\u00e9dicas e seja utilizado pela maioria dos radiologistas, para que se use uma linguagem em comum, compreens\u00edvel tanto para o radiologista como para o pneumologista.<\/p>\n<p>A partir desta publica\u00e7\u00e3o, durante um prazo de dois meses aguardaremos id\u00e9ias e sugest\u00f5es dos colegas radiologistas e pneumologistas de todo o Pa\u00eds, para posteriormente divulgarmos o Consenso Brasileiro em TCAR do T\u00f3rax, que, esperamos, passe a ser usado no Brasil. As sugest\u00f5es devem ser enviadas para o Dr. Arthur Soares Souza Jr (e-mail: <a href=\"mailto:asouzajr@terra.com.br\">asouzajr@terra.com.br<\/a>).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>GLOSS\u00c1RIO EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE ALTA RESOLU\u00c7\u00c3O DO T\u00d3RAX<\/b><\/p>\n<p><b>Aprisionamento (seq\u00fcestro) a\u00e9reo. <i>S. m. <\/i>1. <\/b>(Fisiopatol.) Reten\u00e7\u00e3o de excesso de g\u00e1s (&#8220;ar&#8221;) em todo ou em parte do pulm\u00e3o, especialmente durante a expira\u00e7\u00e3o, tanto como resultado de obstru\u00e7\u00e3o parcial ou completa de vias a\u00e9reas, como tamb\u00e9m resultante de anormalidades focais da complac\u00eancia pulmonar. Apesar de n\u00e3o ser de uso habitual, o termo &#8220;aprisionamento gasoso&#8221; \u00e9 mais preciso. <b>2. <\/b>(TC) Diminui\u00e7\u00e3o da atenua\u00e7\u00e3o do par\u00eanquima pulmonar, evidenciada especialmente por uma atenua\u00e7\u00e3o menor que o normal durante a expira\u00e7\u00e3o. Deve ser diferenciada de diminui\u00e7\u00e3o da atenua\u00e7\u00e3o por hipoperfus\u00e3o secund\u00e1ria ao aumento da resist\u00eancia da art\u00e9ria pulmonar.<\/p>\n<p><b>Banda parenquimatosa. <i>S. f.<\/i><\/b> Opacidade alongada, usualmente com v\u00e1rios mil\u00edmetros de largura e com cerca de 5 cm de comprimento, freq\u00fcentemente estendendo-se at\u00e9 a pleura, a qual pode estar espessada e retra\u00edda no local do contato. Em geral corresponde a fibrose focal de causa n\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p><b>Bola f\u00fangica.<\/b> <b><i>S. f.<\/i><\/b> Cole\u00e7\u00e3o lembrando massa e representando enovelado de hifas, usualmente da esp\u00e9cie<i>Aspergillus<\/i>, associado com muco, fibrina e restos celulares, colonizando uma cavidade pulmonar causada por uma doen\u00e7a pr\u00e9via (ex.: tuberculose). Poder\u00e1 mover-se com a mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o do paciente. Sin.:<b><\/b><i>micetoma<\/i>.<\/p>\n<p><b>Bolha. <i>S. f.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Patol.) Espa\u00e7o a\u00e9reo dilatado, bem demarcado, que mede 1 cm ou mais de di\u00e2metro e possui paredes que habitualmente n\u00e3o ultrapassam 1 mm de espessura. <b>2.<\/b> (TC) Espa\u00e7o a\u00e9reo focal, arredondado, com 1 cm ou mais de di\u00e2metro, demarcado por parede fina, habitualmente m\u00faltiplo ou associado com outros sinais de enfisema pulmonar. \u00c9 o termo preferido para descrever todos os espa\u00e7os contendo ar no pulm\u00e3o, com exce\u00e7\u00e3o de pneumatocele.<\/p>\n<p><b>Broncograma a\u00e9reo. <i>S. m.<\/i><\/b> (Radiol.) Imagem radiogr\u00e1fica de br\u00f4nquio contendo ar, perif\u00e9rico ao hilo e circundado por pulm\u00e3o desaerado (devido \u00e0 absor\u00e7\u00e3o de ar, substitui\u00e7\u00e3o de ar ou ambas). Este achado \u00e9 geralmente reservado como evid\u00eancia de permeabilidade das vias a\u00e9reas mais proximais. Qualquer imagem semelhante a uma faixa que reduz de calibre ou lusc\u00eancia, ramificada no interior de pulm\u00e3o opacificado, correspondendo ao tamanho e distribui\u00e7\u00e3o de um br\u00f4nquio ou br\u00f4nquios, presume-se que represente um segmento da \u00e1rvore br\u00f4nquica.<\/p>\n<p><b>Bronquiectasia. <i>S. f.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Patol.) Aumento irrevers\u00edvel do calibre de br\u00f4nquio ou br\u00f4nquios, que freq\u00fcentemente apresentam espessamento de suas paredes. Quando moderada, a dilata\u00e7\u00e3o \u00e9 cil\u00edndrica (isto \u00e9, a redu\u00e7\u00e3o progressiva normal do calibre do br\u00f4nquio est\u00e1 ausente). Quando mais grave, a dilata\u00e7\u00e3o torna-se sacular e constri\u00e7\u00f5es irregulares podem estar presentes. Quando muito grave, o br\u00f4nquio pode estar acentuadamente dilatado, especialmente em suas por\u00e7\u00f5es distais. <b>2.<\/b> (TC) Dilata\u00e7\u00e3o dos br\u00f4nquios, que freq\u00fcentemente apresentam espessamento de suas paredes.<\/p>\n<p><b>Bronquiectasia de tra\u00e7\u00e3o. <i>S. f.<\/i><\/b> Dilata\u00e7\u00e3o br\u00f4nquica, geralmente irregular, em associa\u00e7\u00e3o com opacidades justabr\u00f4nquicas, que \u00e9 interpretada como fibrose pulmonar retr\u00e1til.<\/p>\n<p><b>Bronquiolectasia. <i>S. f.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Patol.) Dilata\u00e7\u00e3o de um bronqu\u00edolo ou bronqu\u00edolos, que freq\u00fcentemente apresentam espessamento parietal. <b>2.<\/b> (TC) Dilata\u00e7\u00e3o bronquiolar. Ver tamb\u00e9m <i>bronquiolectasia de tra\u00e7\u00e3o<\/i>.<\/p>\n<p><b>Bronquiolectasia de tra\u00e7\u00e3o. <i>S. f.<\/i><\/b> Dilata\u00e7\u00e3o bronquiolar em associa\u00e7\u00e3o com opacidade peribronquiolar, que \u00e9 interpretada como fibrose pulmonar retr\u00e1til.<\/p>\n<p><b>Cavidade. <i>S. f.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Patol.) Massa no interior do par\u00eanquima pulmonar, cuja por\u00e7\u00e3o central apresentou necrose de liquefa\u00e7\u00e3o, a qual foi expelida pela \u00e1rvore br\u00f4nquica, deixando espa\u00e7o com conte\u00fado a\u00e9reo, contendo ou n\u00e3o l\u00edquido. <b>2.<\/b> (Radiol.) Espa\u00e7o contendo g\u00e1s no interior do pulm\u00e3o, com paredes com espessura acima de 1 mm e geralmente de contornos irregulares.<\/p>\n<p><b>Cisto. <i>S. m.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Patol.) Espa\u00e7o arredondado, circunscrito, cercado por parede epitelial ou fibrosa, cuja espessura pode ser uniforme ou vari\u00e1vel e que no pulm\u00e3o habitualmente cont\u00e9m ar, mas que pode conter material s\u00f3lido, semi-s\u00f3lido ou l\u00edquido. <b>2.<\/b> (Radiol.) Espa\u00e7o parenquimatoso, arredondado, com paredes bem definidas, usualmente contendo ar, quando est\u00e1 no pulm\u00e3o, mas sem enfisema associado; comumente utilizado para descrever espa\u00e7o a\u00e9reo aumentado no est\u00e1gio final de fibrose pulmonar idiop\u00e1tica ou sarcoidose, assim como na histiocitose de c\u00e9lulas de Langerhans e na linfangioliomiomatose. \u00c9 o termo preferido para descrever qualquer espa\u00e7o contendo g\u00e1s de paredes finas no pulm\u00e3o, que possua paredes com espessura maior que 1 mm.<\/p>\n<p><b>Cistos de faveolamento. <i>S. m.<\/i><\/b> Cistos a\u00e9reos, usualmente com di\u00e2metros semelhantes, medindo de 0,3 a 1 cm de di\u00e2metro, vistos na fibrose pulmonar idiop\u00e1tica e em outras doen\u00e7as pulmonares fibrosantes.<\/p>\n<p><b>Consolida\u00e7\u00e3o. <i>S. f. <\/i>1.<\/b> (Patol.) \u00c9 a substitui\u00e7\u00e3o do ar alveolar por transudato, exsudato ou tecido. <b>2.<\/b> (TC) Aumento homog\u00eaneo da atenua\u00e7\u00e3o do par\u00eanquima pulmonar, que obscurece as margens dos vasos e as paredes das vias a\u00e9reas. Pode estar presente broncograma a\u00e9reo.<\/p>\n<p><b>Difuso. <i>Adj.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Patofisiol.) Difusamente distribu\u00eddo por todo um \u00f3rg\u00e3o ou tipo de tecido. <b>2.<\/b> (Radiol.) Cont\u00ednuo e difusamente distribu\u00eddo (denominam-se as imagens e, por infer\u00eancia, o estado ou processo que as produz). Sin.:<b> <\/b><i>disseminado, generalizado, sist\u00eamico.<\/i><\/p>\n<p>Termo \u00fatil e aceit\u00e1vel. No contexto de radiografia de t\u00f3rax, &#8220;difuso&#8221; tem conota\u00e7\u00e3o de disseminado, anatomicamente cont\u00ednuo, mas n\u00e3o necessariamente envolvendo todo o pulm\u00e3o, ou outra estrutura tor\u00e1cica ou tecido;<b> <\/b>&#8220;disseminado&#8221; conota dissemina\u00e7\u00e3o, por\u00e9m com envolvimento anatomicamente descont\u00ednuo; &#8220;generalizado&#8221; conota envolvimento completo ou quase completo; &#8220;sist\u00eamico&#8221; conota envolvimento de tecido ou estrutura tor\u00e1cica como parte do processo envolvendo todo o corpo.<\/p>\n<p><b>Disseminado. <i>Adj.<\/i><\/b> (Patofisiol.) Disseminado, mas descontinuamente distribu\u00eddo por um \u00f3rg\u00e3o ou tipo de tecido. <b>2.<\/b> (Radiol.) Disseminado, mas anatomicamente descont\u00ednuo (\u00e9 dito de imagens e, por infer\u00eancia, de um estado ou processo que as produz).<\/p>\n<p><b>Distor\u00e7\u00e3o arquitetural. <i>S. f.<\/i><\/b> Manifesta\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a pulmonar em que os br\u00f4nquios, vasos pulmonares, fissura ou fissuras ou septos de l\u00f3bulos pulmonares secund\u00e1rios est\u00e3o deslocados anormalmente.<\/p>\n<p><b>Enfisema. <i>S. m.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Patol.) Aumento permanente do espa\u00e7o a\u00e9reo distal ao bronqu\u00edolo terminal, acompanhado de destrui\u00e7\u00e3o das paredes alveolares. A aus\u00eancia de &#8220;fibrose \u00f3bvia&#8221; historicamente tem sido considerada como um crit\u00e9rio adicional, mas a validade deste crit\u00e9rio recentemente tem sido questionada. <b>2.<\/b> (TC) Regi\u00e3o focal ou regi\u00f5es de baixa atenua\u00e7\u00e3o, usualmente sem paredes vis\u00edveis, resultando de um real ou percept\u00edvel aumento de espa\u00e7o a\u00e9reo e destrui\u00e7\u00e3o das paredes alveolares. Pode estar associado com aprisionamento a\u00e9reo.<\/p>\n<p><b>Enfisema acinar distal. <i>S. m.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Patol.) Caracterizado por envolvimento predominantemente dos dutos e sacos alveolares, caracteristicamente acomete as regi\u00f5es pulmonares subpleural, adjacente ao septo interlobular e vasos. <b>2.<\/b> (TC) O enfisema \u00e9 caracterizado por baixa atenua\u00e7\u00e3o subpleural ou bolha separada por septo interlobular intacto. Sin.: <i>enfisema parasseptal.<\/i><\/p>\n<p><b>Enfisema centrolobular. <i>S. m.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Patol.) Caracterizado por septos centrolobulares alveolares destru\u00eddos e dilata\u00e7\u00e3o dos bronqu\u00edolos respirat\u00f3rios. Freq\u00fcentemente ocorre nos campos pulmonares superiores em fumantes de cigarros. <b>2.<\/b> (TC) Diminui\u00e7\u00e3o da atenua\u00e7\u00e3o centrolobular, habitualmente sem paredes vis\u00edveis, de distribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o-uniforme e localizado predominantemente nos campos pulmonares superiores. Sin.:<b> <\/b><i>enfisema centro-acinar<\/i>.<\/p>\n<p><b>Enfisema panlobular. <i>S. m.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Patol.) Enfisema que envolve, mais ou menos uniformemente, todas as por\u00e7\u00f5es do l\u00f3bulo secund\u00e1rio. Ele tende a predominar nos lobos inferiores e essa \u00e9 a forma de enfisema associada \u00e0 defici\u00eancia heredit\u00e1ria de alfa-1 antitripsina. <b>2.<\/b> (TC) Enfisema que tende a mostrar decr\u00e9scimo bastante uniforme da atenua\u00e7\u00e3o parenquimatosa e pobreza vascular. Enfisema panlobular grave pode ser indistingu\u00edvel do enfisema centrolobular grave, a n\u00e3o ser pela distribui\u00e7\u00e3o zonal. Sin.:<b> <\/b><i>enfisema panacinar.<\/i><\/p>\n<p><b>Espa\u00e7o a\u00e9reo. <i>S. f.<\/i><\/b> (Anat.\/radiol.) G\u00e1s contido no par\u00eanquima pulmonar, incluindo os \u00e1cinos e excluindo o interst\u00edcio e por\u00e7\u00f5es puramente condutoras do pulm\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Espessamento do septo interlobular. <i>S. m.<\/i><\/b> Opacidade linear fina que corresponde ao septo interlobular, deve ser distinguida de estruturas centrolobulares. Aumento na espessura do septo interlobular, usualmente causado por edema, infiltra\u00e7\u00e3o celular ou fibrose. Pode ser lisa, irregular ou nodular.<\/p>\n<p><b>Estruturas centrolobulares. <i>S. f.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Anat.) Estruturas tubulares centrais no l\u00f3bulo pulmonar secund\u00e1rio (isto \u00e9, a art\u00e9ria e bronqu\u00edolo centrolobulares). <b>2.<\/b> (TC) A art\u00e9ria pulmonar e seus ramos imediatos em um l\u00f3bulo secund\u00e1rio; estas art\u00e9rias medem aproximadamente 1 mm e 0,5 a 0,7 mm de di\u00e2metro, respectivamente; na TCAR \u00e9 poss\u00edvel obter imagens destes vasos. No entanto, o bronqu\u00edolo normal que supre o l\u00f3bulo secund\u00e1rio tem espessura de parede de aproximadamente 0,15 mm, que est\u00e1 al\u00e9m da resolu\u00e7\u00e3o da TCAR. Conseq\u00fcentemente, vias a\u00e9reas normais nos l\u00f3bulos pulmonares secund\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o detectadas no exame de TC.<\/p>\n<p><b>Faveolamento (favo-de-mel). <i>S. m.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Patol.) Cistos pulmonares de destrui\u00e7\u00e3o fibrosados, simbolizando perda completa da arquitetura acinar e bronquiolar, representando o est\u00e1gio final da doen\u00e7a fibrosante pulmonar. <b>2.<\/b> (TC) Espa\u00e7os c\u00edsticos agrupados, usualmente com di\u00e2metros compar\u00e1veis, variando de 0,3 a 1 cm de di\u00e2metro, mas que podem alcan\u00e7ar 2,5 cm, habitualmente em posi\u00e7\u00e3o subpleural e caracterizados por paredes bem definidas, geralmente espessas. A presen\u00e7a de les\u00e3o consolidativa em pulm\u00e3o enfisematoso pode simular esta condi\u00e7\u00e3o e representa uma armadilha diagn\u00f3stica potencial.<\/p>\n<p><b>Fissura. <i>S. f.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Anat.) Dobra interna da pleura visceral, que separa um lobo ou a por\u00e7\u00e3o de um lobo de outro.<b>2.<\/b> (Radiol.) Opacidade linear com 1 mm ou menos de espessura, que corresponde, em posi\u00e7\u00e3o e extens\u00e3o, \u00e0 separa\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica dos lobos pulmonares ou por\u00e7\u00f5es dos lobos. Sin.: <i>cissura.<\/i><\/p>\n<p><b>Interface. <i>S. f. <\/i><\/b>(Radiol.) O limite comum entre as sombras de duas estruturas justapostas ou tecidos de diferentes texturas ou opacidades (ex.: pulm\u00e3o e cora\u00e7\u00e3o). Sin.: <i>margem, borda.<\/i><\/p>\n<p><b>Linfonodomegalia.<\/b> <b><i>S. f.<\/i><\/b> Restrito ao aumento nas dimens\u00f5es do(s)<b> <\/b>linfonodo(s). Desde que &#8220;adeno&#8221;, especificamente, se relaciona com estruturas glandulares e que linfonodos n\u00e3o s\u00e3o gl\u00e2ndulas, o termo adeno \u00e9 falso e seu uso, conden\u00e1vel. Os m\u00e9todos de imagem, de maneira geral, avaliam as dimens\u00f5es do linfonodos, sendo apropriado o termo linfonodomegalia. Linfonodopatia fica reservado para situa\u00e7\u00f5es em que se pode diagnosticar patologia pela avalia\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca, independentemente das dimens\u00f5es.<\/p>\n<p><b>Linha subpleural. <i>S. f.<\/i><\/b> Opacidade curvil\u00ednea fina, que mede poucos mil\u00edmetros de espessura, usualmente a menos de 1 cm da superf\u00edcie pleural e paralela \u00e0 pleura. Indicador inespec\u00edfico de atelectasia, edema, fibrose ou inflama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Linhas intralobulares. <i>S. f.<\/i><\/b> Opacidades lineares finas, que aparecem no interior do l\u00f3bulo, quando o interst\u00edcio intralobular est\u00e1 espessado. Quando numerosas, fornecem o aspecto de padr\u00e3o reticular fino.<\/p>\n<p><b>L\u00f3bulo pulmonar secund\u00e1rio <i>S. m.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Anat.) A menor unidade pulmonar envolta por septo de tecido conectivo. Este septo, conhecido como &#8220;septo interlobular&#8221;, \u00e9 revelado melhor na regi\u00e3o perif\u00e9rica anterior, lateral e justamediastinal dos lobos superiores, m\u00e9dio e na periferia da regi\u00e3o diafragm\u00e1tica anterior dos lobos inferiores. O septo tende a ser incompleto ou ausente nas demais regi\u00f5es do pulm\u00e3o. <b>2.<\/b> (Anat.) Unidade do pulm\u00e3o subentendida por qualquer bronqu\u00edolo que d\u00ea de tr\u00eas a cinco bronqu\u00edolos terminais. O septo de tecido conectivo n\u00e3o faz parte desta defini\u00e7\u00e3o. <b>3.<\/b> (TC) L\u00f3bulo de Miller \u00e9 o l\u00f3bulo secund\u00e1rio que \u00e9 identificado na TC.<\/p>\n<p><b>Micron\u00f3dulo. <i>S. m.<\/i><\/b> Opacidade focal arredondada, pequena, isolada, com pelo menos atenua\u00e7\u00e3o de tecidos moles e apresentando di\u00e2metro n\u00e3o maior que 7 mm. Alguns autores t\u00eam limitado o uso deste termo para di\u00e2metro menor que 5 mm ou menor que 3 mm. Outros autores simplesmente usam o termo &#8220;n\u00f3dulo pequeno&#8221;. Veja <i>n\u00f3dulo.<\/i><\/p>\n<p><b>Massa. <i>S. f.<\/i><\/b> (Radiol.) Qualquer les\u00e3o pulmonar ou pleural representada, na radiografia, por opacidade isolada maior do que 30 mm em di\u00e2metro (sem rela\u00e7\u00e3o ao contorno, caracter\u00edsticas das bordas ou homogeneidade), mas explicitamente mostrada ou presumida ser em tr\u00eas dimens\u00f5es.<\/p>\n<p><b>N\u00f3dulo. <i>S. m.<\/i><\/b> <b>1.<\/b> (Patol.) Pequeno foco circunscrito de tecido anormal, grosseiramente esf\u00e9rico. <b>2.<\/b> (Radiol.) Opacidade arredondada, moderadamente bem marginada e n\u00e3o maior do que 3 cm no di\u00e2metro maior. Alguns autores usam o modificador &#8220;pequeno&#8221; se a opacidade apresentar menos que l cm de di\u00e2metro. Veja <i>micron\u00f3dulo<\/i>.<\/p>\n<p><b>Opacidade. <i>S. f.<\/i><\/b> (Radiol.) Imagem que atenua mais o feixe de raios X do que as estruturas adjacentes. Na tomografia de t\u00f3rax aparece como \u00e1rea mais branca (de menor densidade fotom\u00e9trica) do que seus arredores. Usualmente aplicada a imagens de cole\u00e7\u00f5es l\u00edquidas e tecidos pulmonares n\u00e3o espec\u00edficos, nos quais a atenua\u00e7\u00e3o excede a do pulm\u00e3o aerado adjacente.<\/p>\n<p><b>Opacidade em vidro fosco. <i>S. f.<\/i><\/b> Aumento da atenua\u00e7\u00e3o pulmonar, por\u00e9m sem obscurecer as margens br\u00f4nquicas e vasculares, causado por preenchimento parcial do espa\u00e7o a\u00e9reo, espessamento intersticial, colapso parcial alveolar, expira\u00e7\u00e3o normal ou aumento do volume sangu\u00edneo capilar. N\u00e3o confundir com &#8220;consolida\u00e7\u00e3o&#8221;, em que as margens broncovasculares est\u00e3o obscurecidas. Pode estar associada com broncograma a\u00e9reo. Sin.: <i>atenua\u00e7\u00e3o em vidro fosco.<\/i><\/p>\n<p><b>Opacidade linear. <i>S. f.<\/i><\/b> Imagem linear fina, alongada, com densidade de tecido de partes moles. Raramente, calcifica\u00e7\u00e3o ou material estranho podem aumentar a atenua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Opacidade pendente. <i>S. f.<\/i><\/b> Aumento da atenua\u00e7\u00e3o no pulm\u00e3o pendente (a regi\u00e3o pulmonar mais baixa, que sofre maior efeito da gravidade). A atenua\u00e7\u00e3o aumentada desaparece com a mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o do paciente. Pode tamb\u00e9m aparecer como uma linha subpleural.<\/p>\n<p><b>Opacifica\u00e7\u00e3o parenquimatosa. <i>S. f.<\/i><\/b> Aumento na atenua\u00e7\u00e3o pulmonar, que pode ou n\u00e3o obscurecer as margens dos vasos e paredes das vias a\u00e9reas. &#8220;Consolida\u00e7\u00e3o&#8221; indica que existe perda da defini\u00e7\u00e3o dessas margens (com exce\u00e7\u00e3o do broncograma a\u00e9reo), enquanto &#8220;opacidade em vidro fosco&#8221; indica menor aumento na atenua\u00e7\u00e3o, na qual a defini\u00e7\u00e3o das margens est\u00e1 preservada. Sempre que poss\u00edvel, usar os termos mais espec\u00edficos &#8220;consolida\u00e7\u00e3o&#8221; ou &#8220;opacidade em vidro fosco&#8221;.<\/p>\n<p><b>Pavimenta\u00e7\u00e3o em mosaico.<\/b> <b><i>S. f.<\/i><\/b> Padr\u00e3o na TCAR em que se observam \u00e1reas de opacidade em vidro fosco com septos interlobulares espessados de permeio.<\/p>\n<p><b>Perfus\u00e3o em mosaico. <i>S. f.<\/i><\/b> Apar\u00eancia em retalho de uma regi\u00e3o com v\u00e1rias atenua\u00e7\u00f5es, interpretada como sendo secund\u00e1ria \u00e0 diferen\u00e7a de perfus\u00e3o regional. \u00c9 termo mais adequado do que o originalmente descrito &#8220;oligoemia em mosaico&#8221;. Aprisionamento a\u00e9reo secund\u00e1rio a obstru\u00e7\u00e3o br\u00f4nquica ou bronquiolar pode produzir zonas focais de atenua\u00e7\u00e3o diminu\u00edda, que podem se tornar mais evidentes com TC expirat\u00f3ria.<\/p>\n<p><b>Pneumatocele. <i>S. f. <\/i><\/b>(Patol.\/radiol.) Espa\u00e7o preenchido por g\u00e1s com paredes finas dentro do pulm\u00e3o, usualmente ocorrendo em associa\u00e7\u00e3o com pneumonia aguda (mais comumente de origem estafiloc\u00f3cica) e invariavelmente transit\u00f3ria.<\/p>\n<p><b>Pseudoplaca. <i>S. f. <\/i><\/b>Banda irregular, de opacidade pulmonar perif\u00e9rica, adjacente \u00e0 pleura visceral, que simula o aspecto de placa pleural, mas \u00e9 formada por pequenos n\u00f3dulos coalescentes (ex.: pneumoconiose dos trabalhadores em minas de carv\u00e3o).<\/p>\n<p><b>Reticula\u00e7\u00e3o. <i>S. f.<\/i><\/b> Imagem formada por in\u00fameras linhas entrela\u00e7adas, que sugere uma malha. Termo descritivo habitualmente associado com doen\u00e7as pulmonares intersticiais. Pode ser fina, intermedi\u00e1ria ou grossa. Sin.:<b> <\/b><i>padr\u00e3o reticular.<\/i><\/p>\n<p><b>Sinal da \u00e1rvore em brotamento. <i>S. m.<\/i><\/b> Dilata\u00e7\u00e3o nodular de estruturas ramificadas centrolobulares, que lembram \u00e1rvore em brotamento e que representam dilata\u00e7\u00e3o exsudativa bronquiolar (ex.: panbronquiolite ou dissemina\u00e7\u00e3o endobr\u00f4nquica de tuberculose pulmonar em atividade).<\/p>\n<p><b>Sinal do anel de sinete. <i>S. m. <\/i><\/b>Opacidade areolar (usualmente representa um br\u00f4nquio dilatado, com paredes espessas) em associa\u00e7\u00e3o com opacidade pequena, arredondada, de tecidos moles (a art\u00e9ria pulmonar adjacente ou raramente art\u00e9ria br\u00f4nquica dilatada), lembrando um &#8220;anel de sinete&#8221;. Usualmente este achado indica bronquiectasia, mas pode tamb\u00e9m ocorrer no carcinoma bronquioloalveolar multifocal e adenocarcinoma metast\u00e1tico.<\/p>\n<p><b>Sinal do crescente a\u00e9reo. S. <i>m<\/i>.<\/b> Ar com a forma de crescente em um n\u00f3dulo ou massa, onde o ar separa a parede externa da les\u00e3o de uma \u00e1rea interna de seq\u00fcestro, que freq\u00fcentemente corresponde a uma bola f\u00fangica de <i>Aspergillus sp<\/i>.<\/p>\n<p><b>Sinal do halo. <i>S. m.<\/i><\/b> Opacidade em vidro fosco circundando um n\u00f3dulo ou massa. Pode ser um sinal de aspergilose invasiva ou hemorragia por v\u00e1rias causas.<\/p>\n<p><b>Sinal do septo em contas (do ros\u00e1rio).<\/b> <b><i>S. m.<\/i><\/b> Espessamento septal irregular que lembra o aspecto de uma fileira de contas; \u00e9 habitualmente um sinal de linfangite carcinomatosa, mas raramente pode ocorrer na sarcoidose. Como o aspecto do espessamento \u00e9 habitualmente mais irregular do que &#8220;em contas&#8221;, o termo &#8220;espessamento septal irregular&#8221; \u00e9 geralmente preferido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte:\u00a0Jasinovodolinsky, D. et alii. 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